quarta-feira, 18 de maio de 2011

O sol nos fala com luz;
 

com cor e com perfume nos fala a flor;
com nuvens, chuva e neve nos fala
o ar. Há no sacrário do mundo
um incontido afã de romper
com a mudez das coisas e expor
em gesto e som, em palavra e cor,
todo o mistério que envolve o ser.
A clara fonte das artes flui
para a palavra, a revelação;
para o mental flui o mundo, e aclara
em lábio humano um saber eterno.
Pela linguagem a vida anseia:
em verbo, cifra, cor, linha som,
conjura-se a nossa aspiração
e um alto trono aos sentidos ergue.
Como na flor o vermelho e o azul,
na palavra do poeta volta-se
para dentro a obra de criação,
sempre a iniciar-se e e acabar jamais.
Onde palavra e som se combinam,
e soa o canto, a arte se revela,
e cada cântico e cada livro,
cada imagem, é uma descoberta
- uma milésima tentativa
de cumprimento da vida una
A penetrar nessa vida una
vos chama a música, a poesia:
para entender a criação vária,
já e bastante um olhar no espelho.
O que confuso antes parecia,
é claro e simples na poesia:
a nuvem chove, a flor ri, o mudo
fala - o mundo faz sentido em tudo.
 
( Hesse )  

A vida é aquilo que você faz dela,
são os sorrisos que você deixa com
 as pessoas que você gosta, as lágrimas
que escapam sem pedir permissão,
os olhares que você libera, as palavras
 e ações que você emite..
não adianta esperar um dia melhor amanhã,
 
e não fazer nada para que ele o seja.
Tudo depende de você, e de mais ninguém,
a vida é sua , é seu momento,
se você não der tudo de si e viver ,
 ninguém pode fazer isso por você.
( a.d. )

terça-feira, 17 de maio de 2011


Que seja de alegria...
Escorra serena
Gota de orvalho
Tão minha,
Tão plena.
Tens liberdade.
Pingo de vida.
Marque o momento
de felicidade.
Desça... É preciso !
Encontre o atalho,
Desmonte a maquiagem,
mas molhe o meu sorriso...
( Charlyane Mirielle )

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pare com a agitação um pouco.
Tente caminhar em vez de correr.
Tente dialogar em vez de gritar.
Tente ver em lugar de somente enxergar.
Procure ouvir em vez de apenas escutar.
É bom de vez em quando parar sentir
e aprender a ouvir o canto dos passáros,
em vez do barulho dos carros ou dos canhões.
É bom para a alma olhar para o céu às vezes
e ver o brilho das estrelas ou quem sabe,
sentir o perfume de uma flor.

( João de Aruanda )

domingo, 15 de maio de 2011

 
Quero um amor maior
 



 Um amor, cedido pelas mãos do vento
Vindo não sei de onde
Nos meus braços não sei porquê
Quero um amor egoísta
Que me queira só para si
 Um amor, perdido no tempo
Ou simplesmente perdido por mim
Pode ser novo ou velho,
Alto ou baixo
Gordo ou magro
Mas que seja o amor que eu escolhi
Quero um amor!
Um amor que me envolva
Mais do que uma simples promessa
Um amor quente, não frio
Um amor cheio, nunca vazio
Quero um amor
 Não só uma troca de beijos ou de abraços
 Pouco importa se é ou não fascinante
Desde que para mim seja importante
Quero um amor!
Um amor feito de entrega
Um amor sem palavras
Cúmplice, gratuito
 Doce, terno, infinito
E mesmo que digas que não existe…
 
É neste amor que eu acredito.
 
(  a.d. ) 

sábado, 14 de maio de 2011

   

  Gosto de pensar assim:

se a gente faz o que manda o coração,
la na frente, tudo se explica.
Por isso, faço a minha sorte.
Sou fiel ao que sinto.
Aceito feliz quem eu sou.
Não acho graça em quem não acha graça.
Acho chato quem não se contradiz.
Às vezes, desejo mal. Sou humana.
Sou quase normal.
Não ligo se gostarem de mim em partes.
Mas desejo que eu me aceite por inteiro,
Não sou perfeita, não sou previsível.
Sou uma louca. Admiro grandes qualidades.
Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos.
São ele que nos fazem grandes.
Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar.
Acho bonito quem tem orgulho de ser gente.
porque não é nada fácil, eu sei.
Por isso continuo princesa.
 
Continuo guerreira. 
Continuo na lua.
Continuo na luta.
 
No meio do caos que anda o mundo,
 
Aceitar é ser Feliz.
 
( Fernanda Mello )
Como uma flor vermelha

À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.
 
Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.

( Sophia de Mello Breyner Andresen )