sábado, 5 de março de 2011

Aprendi com as flores
O que Narciso
Não aprendeu com o lago
A beleza é tão efêmera
Quanto frágil
Tão superficial
Quanto volátil
Tão banal
Quanto conceitual
Tão sedutora
Quanto dissimulada
Sim...
Foram as flores
Que me ensinaram
a crueldade
do tempo
e do vento.
( Paulo Ednilson )
Desfile da Solidão

Desfilo numa folia
onde os pés se arrastam lentos.
No peito...coração à procura de alento
algo que me alegre
ou me acompanhe
nesse carnaval de sonhos perdidos.
Solidão dói
Solidão sangra
Solidão em batucada
me olha e me embala ao longe.
Solidão acorda
o que dorme em mim
e me move além do sono
além da cama
além do abandono...
me tirando a calma
e me tocando em descompasso.
Solidão...
num ritmo louco
mescla-me em desatino
fazendo-me esquecer
os beijos dormidos na boca
E os abraços congelados no ar.
Solidão...vestida de preto...
seduz o momento..
invadindo até a alma.
E nas ruas estreitas...
pinta-se de amargura e sai às ruas comigo.

( Rosy Moreira )

Não é preciso que seja durante muito tempo.
Só para que algumas palavras possam passar, sair e entrar.
Palavras tão velhas que as há desde que as há.
Sobretudo as que para saírem têm antes de entrar e o inverso.
Todas as palavras merecem todo o respeito, o maior respeito.
Porque mais não temos e talvez seja por isso que,
ao começar a falar, já não é possível parar,
mesmo querendo tudo calar...
 
(Pedro Paixão)
Luz na escuridão


Uma luz deve surgir
No meio da escuridão
Para mostrar o caminho a seguir
Sem pressa e sem medo
Vá na direção
Que acredita o seu coração 
Pois com certeza ela é a certa
A que deve ser tomada
A que levará você a tranquilidade

(Silvia Crusco)
Ծlђαr...Sє υм đία υм σlђαr tє ρєđίr υм мίηυtσ...
  ㄗάrα tυđσ. Ątєηđα α єѕѕє σlђαr
 
  ㄗσrqυє α νίđα έ υм rαίσ đє lυz...
  ㄗαѕѕα cσм α νєlσcίđαđє đσ νєηtσ...
 
  Nãσ ηєgυє υм σlђαr qυє єηєrgίzα...
  Nãσ ηєgυє υмα ραlανrα qυє cσηfσrtα...
  Nãσ ηєgυє υм cαrίηђσ, υм αcαlαηtσ...
 
  Ąѕ ρєѕѕσαѕ αηđαм tãσ єм ѕί мєѕмαѕ
  qυє єѕqυєcєм đє νєr σ ѕσl...
  Є σ ѕσl έ tãσ lίηđσ!!!
 
   ( Grαçα Rίвєίrσ )
O que as grandes e puras afeições têm de bom, é que depois da felicidade de tê-las sentido,
resta ainda a felicidade de recordá-las.

( Alexandre Dumas )