terça-feira, 1 de março de 2011


Mãos em prece



Que o amor me beije, sempre com a boca do desejo!
Que seja assim, enquanto dure esse delícia abençoada
Que nunca haja desencontros em nossa alcova amorosa
Que se teça de flores silvestres as nossas colchas

Que o perfume espargido seja sempre, o dos nossos corpos
Em cadência ritmada, balé denunciando sensualidade,
Que sempre nos encaixemos com amor e cumplicidade
Que haja entre nós dois a perpetuação dessa vontade

Que nossas mãos formem sempre a corrente do bem!
Como evidência eloquente desse amor que nos arrebata
Que nossos gritos sejam sempre do prazer abiscoitado

Que caminhemos sempre lado a lado com alegria e sorridentes...
Extasiados com as paisagens descortinadas em nossas retinas
E que os anjos e querubins aqui da terra, digam amém

(Albérico S. de Carvalho)

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